Batismo de São Pedro Julião Eymard

5 DE FEVEREIRO DE 1811 BATISMO DE SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD

Pia batismal

5 de fevereiro

“Dia do meu Batismo. Meditei sobre a graça inteiramente gratuita e misericordiosa que recebi no Santo Batismo, as imensas graças derivadas do meu batismo: filiação de Deus, membro de Jesus Cristo, filho da Igreja, irmão dos Santos com direito à graça de Jesus Cristo – Nosso Senhor minha lei e Nosso Senhor Sacramentado meu fim.”

(trecho da meditação de São Pedro Julião Eymard, em seu

Grande Retiro de Roma de 25 de janeiro a 30 de março de 1865)

UM POUCO DE HISTÓRIA

Dia 04 de fevereiro de 1811: Nascimento de São Pedro Julião Eymard

 Casa do Padre Eymard web

Pedro Julião Eymard nasceu numa segunda-feira, em 4 de fevereiro de 1811. Batizado no dia seguinte teve por padrinhos seus dois irmãos. Pedro Julião – que, de ora em diante será chamado simplesmente Julião – por muito tempo deu a Mariana apenas o nome de “madrinha”. Quanto a Antonio, seu padrinho, deveria deixar o lar em 1813 para incorporar-se à guarda imperial. Numa última carta, comunicará à sua família sua partida para Mayence; nunca mais dará notícias: Antonio será um desses “desaparecidos” inumeráveis cujos túmulos, depressa destruídos, demarcaram as estradas da Rússia e da Alemanha.

O pai do pequeno Pedro Julião inscreveu-se na confraria dos Penitentes do Santíssimo Sacramento, cujas obrigações cumpria com fidelidade: exemplo de uma vida cristã, assiduidade às missas dominicais e às procissões. Deveras trabalhador, era ávido de lucro; era um homem inflexível, teimoso, e, embora de bom coração, tinha alternativas de humor. Sua esposa, de caráter benigno, era muito piedosa; não deixava passar um dia sem ir ajoelhar-se ao menos por alguns minutos, na Igreja. Entretanto, as ocupações não faltavam à Maria Madalena: não aceitara ser nutriz da pequena Annette Bernard, que Julião chamará sua “irmã de leite e de adoção”? Assim mesmo, somente motivos graves a impediam de correr à Igreja quando soava a “benção dos agonizantes”: alguém na paróquia estava prestes a comparecer diante de Deus; Maria Madalena ia receber, em intenção do moribundo, a benção da Santa Hóstia.

Certo dia, no momento de partir, vê seu pequenino Julião, ainda em faixas, que lhe parece estender os braços. A mamãe acomoda o filhinho nas dobras de seu avental e uma vez na Igreja, toma-o nas mãos, apresentando-o, ao soar a campainha, e entre os transportes de seu coração materno, à benção traçada pelo Ostensório. Maria Madalena, de então em diante, fará  sempre assim, quando for dada a benção para os agonizantes, pois o pequeno, mantendo-se quieto, não perturba o recolhimento. Disse alguém que a educação de uma criança começa aos quatro meses: assim aconteceu com a educação eucarística de Julião Eymard.

Quando já um pouco crescido e sabendo andar sozinho, sua felicidade será acompanhar sua mamãe à Igreja. Segundo a declaração de uma testemunha, jamais ele dizia: “Vamos embora”. Jamais também a mamãe viu-se obrigada a deixar a Missa ou a benção por causa do filhinho.

Desde pequenino teve ele o sentimento da presença real. Com seis anos apenas, acompanhava com um profundo olhar sua mamãe e sua Irmã, quando estas se aproximavam da Santa Mesa. Certa manhã, ao votar da Igreja, Mariana tomando Julião sobre os joelhos, o irmãozinho recostou-se afetuosamente sobre ela, dizendo-lhe: “Oh! tens um cheiro de Jesus !”

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A Santa Comunhão

A SANTA COMUNHÃO – (2ª parte)

(Trechos tirados das Obras Completas de São Pedro Julião Eymard)

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A Eucaristia … não nos foi dada apenas para fortalecer-nos contra as tentações e as paixões, mas, também, como remédio e o único remédio verdadeiro para tosos os males. Ela é o balsamo salutar que cura as feridas de nossa alma causadas pelo pecado mortal que, mesmo perdoado deixa uma chaga profunda, difícil de ser cicatrizada. O sacramento da penitência, nos perdoa, nos purifica. Perdoa nossos pecados quanto ao castigo, mas a ferida fica sempre em nossa alma. É preciso aplicar-lhe um balsamo para cura-la completamente; este balsamo é a santa Comunhão. Comungai, é o único remédio, nada substitui a santa comunhão e a santa comunhão substitui tudo.

Uma conversão sem comunhão é duvidosa, não quanto ao seu efeito, mas quanto à sua perseverança. Um pecador convertido pode muito bem se confessar muitas vezes, mortificar-se, fazer grandes penitências. Esses meios, sem dúvida, são de grande auxílio e ajudam a deixar o pecado. Quebram as correntes que o amarram e o mantém cativo. Mas digo e asseguro que se ele se limita a isso, se não comunga, não persevera. Será desmotivado pela violência dos combates que deverá enfrentar todos os dias contra antigas paixões das quais ainda ressente as feridas e que o fazem recair. Sem esperança de vitória, logo abandonará tudo no abismo, na devassidão de suas vergonhosas paixões.

Um homem recém convertido necessita da santa comunhão para resistir as suas tendências e curar suas feridas. Mas me dirão, eu rezo. Sim, isto é bom, mas não basta. Sei por experiência , que nem mesmo a oração é suficiente. Nas diferentes missões que realizei, vi pecadores convertidos quase em desespero, dizerem: desde minha conversão confesso-me frequentemente, rezo, faço penitência, jejuo, dou esmolas e sou sempre o mesmo, recaio sempre. Não posso me corrigir, não há mais salvação a misericórdia de Deus terminou para mim. Comungaste ? – Oh! Não. Parou lá. Muito bem. Comungai e encontrareis força para resistir e bálsamo para amenizar e cicatrizar vossas chagas.

Sei muito bem, uma alma que derrama lágrima de penitência se torna pura e bela. Recebe um segundo batismo pelo qual se purifica. Fica apenas com a chaga, a ferida do pecado perdoado, que deve cicatrizar-se inteiramente. Os santos Padres dizem mesmo que uma alma purificada pela penitência tem mais mérito do que uma virgem, porque combate mais. Ah! Certamente, não! Algumas vezes, ao contrário, nossas tentações aumentam quando as renunciamos (…). O orgulho se revolta diante da menor coisa; os sentidos reclamarão sem cessar e o coração tão apegado às criaturas ainda as procurará. que deve fazer ainda esta alma tão agitada? Deve comungar até que suas paixões sejam vencidas.

No início da conversão seria necessário comungar todos os dias, mais tarde diminuir. Uma pessoa cuja conversão é apoiada somente nos sacrifícios, penitências, sofrerá muito, não terá paz. Ouvi dizer: Antes da minha conversão não era tão infeliz. Ela não comungava. Quanto mais paixões tendes, mais deveis comungar. – Mas eu sou fraca – ah! Maior razão, pois sois muito fraca para sustentar o combate, ide receber o Rei com seu exército e triunfareis.

(continua)

A Santa Comunhão

A SANTA COMUNHÃO –  (1ª parte)download (2)

(Trecho das Obras Completas de São Pedro Julião Eymard)

… Devemos comungar por causa de nossa fraqueza. Quanto mais fracos formos, mais devemos comungar, a exemplo de um doente que recebe alimento de acordo com sua constituição e fraqueza. Nosso Senhor disse: Vinde todos a mim (cf. Mt 11,28). Se tendes necessidade de comungar a cada oito dias deveis comungar para vos fortificar.

A comunhão é o antídoto contra nossa concupiscência. Todos a sentimos, os santos também sentiram em si esta lei do pecado, da concupiscência. São Paulo exclamava: Quem me libertará deste corpo de morte? (cf. Rm7,24) . Todos os nossos sentidos reclamam: nossos olhos procuram somente as honras, a grandeza; nossa vontade quer dominar; nosso corpo, gozar; nosso coração, amar.Pois bem! Que faremos? Deles retiraremos tudo, sem nada lhes dar ? Não, o homem ficaria muito infeliz, é preciso alimentar suas paixões, não para dar-lhes prazer, mas para fazê-las mudar o objeto; mas para isso ele precisa comungar.

Sem a santa comunhão é impossível progredir na vida espiritual. Grande número de santos diz o mesmo a respeito da comunhão. Como o pão material alimenta, fortifica e desenvolve nosso corpo, a comunhão, o pão do céu, alimenta nossa alma para sustentá-la, fortificá-la, fazê-la viver de Jesus. Quanto mais consumo minhas forças, tanto mais devo comungar.

Quando o Anjo Rafael acompanhava Tobias em sua viagem, parecia se alimentar como ele para encorajá-lo. Quando o deixou, disse-lhe: Pareceu-vos que eu comia, mas foi só aparência, porque meu alimento está no céu, alimento-me de Deus (cf. Tb 12,19). Se os Anjos que são apenas servos de Deus e nossos, se alimentam de Deus, é justo que os filhos se alimentem do mesmo pão que os servos, pois somos filhos de Deus como os santos no céu. A diferença é que ainda estamos na terra e um pai não ama menos seus filhos que estão fracos e doentes. Temos necessidade de comungar para fortificar-nos nas tentações contra a fé, a esperança e a caridade. Diremos; Eu rezo. … A oração é boa sem dúvida, mas não é suficiente. Precisamos comungar para vencer nossos inimigos interiores, pois então é Deus que combate conosco.

O demônio conhece muito bem a força que recebemos na comunhão e por isso dela afasta tantas pessoas; pois, então, não estariam mais sob seu domínio. Satanás não precisa enviar uma legião de demônios para guardar os que são dele. Apenas um basta para guardar uma cidade inteira. Para desencorajar as almas e afastá-las da comunhão (fonte de graça e de força), o demônio exagera o respeito devido a ela, pois a teme. Infelizmente já conseguiu muito, pois hoje há poucas pessoas que comungam com frequência. Mas diremos: Existe a lei da Igreja. É verdade, somos obrigados a comungar na Páscoa e quando estamos em perigo de morte; mas quem quer progredir  na vida espiritual deve comungar frequentemente. A Igreja, conhecendo a fraqueza de seus filhos, os estimula a comungar todos os dias e mesmo lhes permite a comunhão espiritual cem vezes por dia s desejarem. A comunhão espiritual fortifica muito, substitui a comunhão sacramental, quando não podemos recebê-la. Une-nos a Jesus Cristo, às suas virtudes, a seu amor.

Cenáculo São José Adorador

Além do Cenáculo Menino Jesus de Praga em Taubaté, nós, as Servas do Santíssimo Sacramento da Adoração Perpétua, estamos presentes também em Ituiutaba – MG, desde Março de 2001. A nova Fundação, que se iniciou com 4 Irmãs, recebeu o nome de Cenáculo São José Adorador, e foi instalada inicialmente numa pequena casa próxima ao terreno onde devia ser construído o novo Cenáculo.

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Nessa instalação provisória, o Santíssimo Sacramento foi exposto pela primeira vez na Solenidade de São José, 19 de Março de 2001, após a Santa Missa das 6h30 da manhã, presidida pelo Revmo. Pe. Sérgio Paulo, irmão de D. Paulo Sérgio, o então Bispo Diocesano de Ituiutaba, a cujo convite fizemos esta Fundação. Desde essa data de 19 de Março, o Santíssimo Sacramento permanece exposto durante todo o dia, a partir da Santa Missa da manhã até às 17 horas. As Irmãs se revezam na Adoração. Jesus Eucarístico recebe também a Adoração dos numerosos membros da Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento, que começou a ser organizada desde o início da Fundação e que está sempre a aumentar, e de muitos outros fiéis que ainda não são da Guarda de Honra. Grande é a participação também na Santa Missa diária. A nova sede do Cenáculo São José Adorador foi inaugurada na Solenidade de Nossa Senhora Aparecida – 12 de Outubro de 2005, no término do Ano da Eucaristia.  Pedimos ao Pai Celeste com grande confiança o dom de muitas Vocações Religiosas Contemplativas Adoradoras, para que em breve, a Adoração em Ituiutaba seja não somente durante todo o dia, mas durante todas as 24 horas do dia, ou seja, dia e noite. Tu que és Rei e que aos povos dominas, Firma aqui Teu Trono, Jesus! E das plagas formosas de Minas O Brasil para a glória conduz! (Refrão do Hino do II Congresso Eucarístico Nacional – Belo Horizonte – MG)

CENÁCULO SÃO JOSÉ ADORADOR: Rua 20 com Av. 3 e 5 nº 217 – Centro – Ituiutaba – MG – CEP 38.300.000

 

Carisma e Missão

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A característica principal e especifica de nossa missão na Igreja é o Culto público de Nosso Senhor Jesus Cristo verdadeira, real e substancialmente Presente na SSma. Eucaristia e solenemente exposto para a Adoração Perpétua. Isto constitui o “Serviço Eucarístico” que deve ser executado duma maneira constante, por todas nós, por meio da Adoração Coletiva – o Ofício Divino e das horas individuais de Adoração.

“Saibam todas que foram escolhidas e fizeram Profissão só para se devotarem ao Serviço da Divina Pessoa de Jesus  Cristo nosso Rei e nosso Deus, verdadeira, real e substancialmente presente em Seu Sacramento de Amor…” (Constituições  nº 4)

Neste Serviço direto ao Deus da Hóstia, ou no serviço à Comunidade, sempre e em tudo, somos Adoradoras

Apostolados Eucarísticos específicos

Do nosso  Carisma, decorre como que naturalmente a NOSSA MISSÃO.

Nossa vocação contemplativa adoradora é eminentemente eclesial e apostólica. Fazemos trabalhar Nosso Senhor no SSmo. Sacramento expondo-O no Trono e unindo-nos à Sua Oração e Seu apostolado, pelas nossas adorações.

O Instituto consagra-se ao amor e à glória desse Augustíssimo Sacramento, pelo apostolado da oração, pela Guarda de Honra do SSmo. Sacramento, pelos Retiros de adoração e pela Obra do Culto Eucarístico.

Pela Obra da Agregação, esforçar-se-ão as Irmãs para assegurar a Nosso Senhor, em suas capelas, uma Guarda de Honra entre os fiéis, propagando o Culto da Adoração ao SSmo. Sacramento e o amor à Sagrada Eucaristia num maior número de almas.

“A fim de se dedicarem exclusivamente ao serviço de seu Rei celestial e de estarem dispostas a cumprir a finalidade de sua vocação contemplativa adoradora, só farão apostolado específico do Instituto no próprio Convento. Seu lema será: “TUDO PARA O SERVIÇO DE JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO” (Constituições nº 6 )

Grande é a irradiação da “Obra da Adoração Perpétua” aqui em Taubaté. São muitos leigos, Sacerdotes, Bispos que pedem informações sobre São Pedro Julião Eymard e sua Obra, que querem orientações para organizar o movimento da Adoração em suas Comunidades, Paróquias, Dioceses.

A GUARDA DE HONRA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO “A Agregação (ou Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento) é uma união espiritual pela qual um membro inspira-se na vida eucarística do Instituto, partilha o seu fim, sob a lei dos deveres próprios do estado em que vive, e torna-se participante ativo de todos os méritos e graças espirituais do Instituto. Assim, também os leigos como adoradores, agindo santamente em toda parte, consagram a Deus o próprio mundo.”    (Constituições nº 94)

Uma Irmã é encarregada de dirigir as Reuniões mensais dos Zeladores e de promover outros Encontros Espirituais também para os Zelados, tudo isso visando a formação cristã, especialmente eucarística dos adoradores. Tais Reuniões são realizadas  no Salão da Guarda de Honra, ligado à Portaria do Convento. Contamos também com a colaboração de vários Sacerdotes que fazem Palestras para os Zeladores e Zelados.

Os membros da Guarda de Honra – Zeladores e Zelados – se comprometem a fazer uma Hora de Adoração mensal em nossa Capela. São já cerca de 5.000 adoradores que se revezam durante o mês em suas Horas de Adoração Mensais, audiências de amor com o Divino Rei. A Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento conta entre seus membros pessoas de todos os bairros e Paróquias da cidade de Taubaté e também de outras cidades da Diocese. Já se inscreveram alguns membros até de outras Dioceses, como São José dos Campos, Guaratinguetá, São Paulo.

Quem são os Zeladores?  – São aqueles que cuidam de um grupo de Zelados, entregando os cartões, instruindo-lhes na prática da Adoração, incentivando-lhes a perseverança e fidelidade ao compromisso de uma Hora de Adoração Mensal em nossa Capela – Santuário da Adoração Perpétua.

Graças ao cartão pessoal que cada Adorador coloca numa urna na Capela após sua Hora de Adoração, é possível fazer-se uma estatística das horas de Adoração diárias, mensais, anuais.

Conforme o pensamento de São Pedro Julião Eymard, todas as pessoas de todas as idades e posições sociais são convidadas a este contacto com Jesus Vivo e realmente Presente em Seu Sacramento de Amor. E é isso o que vemos realizar-se diariamente nesta pequena Capela – verdadeiro Santuário da Adoração Perpetua – da antiga “Rua das Palmeiras” de Taubaté.

Na verdade, são muitíssimas pessoas que mesmo sem fazer parte ainda da Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento, vêm a todas as horas do dia prostrar-se aos pés de Jesus Hóstia, num testemunho de amor ardente e de profunda fé e confiança.

São realizadas também HORAS SANTAS COLETIVAS, inclusive de crianças e adolescentes que enchem a Capela com sua piedade e entusiasmo.

 

 

 

A FÉ EM NOSSO SENHOR

“Se tiverdes fé como um grão de mostarda, vós fareis as montanhas mudarem de lugar.” [cf. Mt 17,20]

 images (1)Mas nossa fé que opera tão pouco deve ser bem pequena! Digamos, portanto, como os Apóstolos: Senhor, aumentai a nossa fé [Lc 17,5]. Não peçamos a fé nos milagres, nas verdades, mas em Nosso Senhor Presente. Crê-se nas verdades passadas e distantes que quase não nos tocam. Mas em Nosso Senhor Presente, quase não se tem fé, porque seria necessário amá-LO. Não se acredita em alguém, sem amá-lo, sem honrá-lo. Tem-se medo dos sacrifícios que este amor exige. Ora, todos nós cremos na Eucaristia como verdade, presença – é a salvação. Muitos param aí: fé de conhecimento, fé quase negativa, que quase não honra, que se ocupa muito pouco daquilo que crê. Todos os cristãos têm esta fé; isso não deve bastar ao coração, esta não é uma fé pessoal, é uma fé negativa e especulativa, que não insulta, mas que não honra, ou então que só honra a Nosso Senhor na Igreja – e ainda! Eles entram, não saúdam, ou saúdam de forma ridícula; se tivessem fé, dever-se-ia esbofeteá-los, são insultadores, ou máquinas que não refletem. Se dissessem a si mesmos: “Jesus que lá está é o mesmo que está no Céu! Tudo treme ao Seu olhar, obedece à Sua palavra, Ele tem em sua mão o raio, o trovão”, não se faria o que se faz. Vêem-se Igrejas onde os Sacristãos, pessoas honestas não fazem nem saudação, nem reverência: é um escândalo. E se eu fosse pagão, vendo isso, jamais me converteria. Vede, a fé, em seu primeiro grau, é o respeito; pois, será que só porque Nosso Senhor Se velou, deve-se faltar com o respeito para com Ele? Pouco respeito significa pouca fé, falta de respeito, impiedade e indiferença. Isto me faz sofrer, crede-me, não falteis jamais com o respeito ao Santíssimo Sacramento. É preferível não vir. As irreverências no lugar santo são sempre punidas neste mundo. Nosso Senhor não pune, Ele quis de tal forma Se esconder!

Depois desta fé na verdade que honra a dignidade, a realeza, que respeita, que é a fé prática, é preciso crer na bondade de Nosso Senhor. Crer na verdade não prende, não cria laços de afeição. Crede em Sua bondade, em Sua misericórdia, em Suas graças. Crede que Ele está lá para conceder Suas graças. Ele não quer guardá-las. Recebei-as ao menos, desembaraçai-O delas. E se credes nesta bondade, doente, vós O consultareis, triste, vós vireis pedir-Lhe a consolação. Na medicina o que melhor cura é o fogo, o éter, o que queima – eis aqui o fogo divino que cauteriza toda ferida.
Vós tendes necessidade de conselhos, vinde a este Amigo, vinde dizer vossas penas corporais e espirituais, o pão para a natureza e para a graça: tudo vem d’Ele nas duas ordens; vós não sois Anjos, tendes necessidades do corpo, pedi a Nosso Senhor. Ele quer fazer pessoas felizes cada dia, Ele quer aplicar o bálsamo, comunicar a força, a luz. Ele é mais feliz em dar, do que nós em receber. Se tivéssemos esta fé, desde que tivéssemos qualquer necessidade, viríamos a Ele. Faz-se tudo ao contrário: vai-se a tudo e termina-se por Ele. Tem-se medo de Sua bondade. Cada um gosta de restituir o que recebe para estar quite. Nosso Senhor dá e não recebe nada, Ele pede somente o reconhecimento. Não gostamos de estar em dívida de reconhecimento. Os Santos sabem disso, ide – eles O fazem trabalhar, desatam-NO, fazem-NO agir. Quase não temos fé, uma vez que permanecemos infelizes longe d’Ele. Digo-vos que temos medo d’Ele. Nada podemos receber de Nosso Senhor sem nos prendermos pelo amor.

Além disso, existe a fé no amor de Nosso Senhor; isto completa a fé na Eucaristia. Crer que Ele está lá por amor, que este amor é tão forte, tão grande, que Ele não pode mais se tornar livre. É um contrato perpétuo. E se Lhe perguntamos: “Por que estais aí?”, Ele não dirá que é para nos fazer o bem, isto nos humilharia. Ele responderá que é por amor, para ser nosso Companheiro, conversar conosco. Se Ele não nos amasse, não estaria lá. A bondade poderia se contentar com os canais dos Sacramentos para nos conceder as graças. O amor não, o amor quer estar lá Ele mesmo. É o fogo que somente Nosso Senhor pode acender e entreter. Também somente o amor vem a Nosso Senhor, ao Seu amor, quero dizer. Se se acreditasse nisso, haveria de que se tornar louco de amor. Jesus Cristo o mesmo que está no Céu! Amando com um amor infinito! Não se poderia mais ir embora. Alguns Santos viviam do êxtase deste amor compreendido.

Nós estamos ainda longe de acreditar que Nosso Senhor está lá, amando-nos como no Céu, mais que isto, consumindo-Se de amor, enquanto que no Céu, Ele não Se consome. O que fazer? Humilhar-se por ter amado mais as criaturas do que Nosso Senhor! por não ter feito por Ele o que fizestes pelo próximo.

Peçamos a fé na bondade, no amor de Nosso Senhor. Devemos pedir que a fé no Santíssimo Sacramento ressurja na terra – eu digo ressurja, porque ela já não existe. Pedi a fé para essas almas que não crêem, que estão paralisadas. É isso o que se deve pedir: a fé no coração, na vida de Nosso Senhor. O resto virá, e depressa nos converteremos com isso.

(Conferência feita por São Pedro Julião Eymard em 14 de maio de 1868

OBRAS COMPLETAS / XII VOLUME)

O SANTÍSSIMO SACRAMENTO

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Alimentai vossa fé:

1º Tendo um grande respeito por Jesus Eucarístico. O respeito exterior é a adoração do corpo, é a profissão pública de nosso amor, é a flor da caridade. Quando não se respeita mais o que se amava, o amor está morto. Respeitai tanto mais Jesus Eucarístico quanto mais Ele Se esconde, quanto mais Ele Se humilha para vir a nós com toda a simplicidade de Seu Amor. Era o que dizia São Bernardo: ‘Quanto mais Jesus Se aniquila por mim, tanto mais Ele me é querido e venerável.’

Um príncipe para honrar um de seus pobres súditos se disfarça pobremente como ele, a fim de chegar a ele como seu igual. Este príncipe, respondei-me, não é mais digno de respeito e de amor do que se ele viesse visitá-lo com a pompa real? Eis o que faz Jesus: Indenizemo-LO, pois, por meio de nosso respeito por toda a glória da qual Ele Se despojou, a fim de tornar o Seu encontro conosco mais fácil e mais amável.

Faltar ao respeito para com Jesus Eucarístico é uma dessas faltas que são punidas imediatamente pela retirada das graças de devoção. Jesus, então, nos pune calando-Se, deixando-nos na frieza espiritual. Ainda somos felizes se permanecemos fiéis com esta pena reparadora.

Quando estais na Igreja, sede como os Santos no paraíso, absortos no amor de Jesus; não presteis mais atenção ao que vos cerca, esquecei todo o resto para ocupar-vos somente de vosso Divino Mestre. Não seria uma injúria a uma pessoa importante que se vai visitar, em sua presença falar somente com seus servos, sobretudo sabendo que isto lhe desagradará?

2º Para alimentar vossa fé no Santíssimo Sacramento, meditai frequentemente sobre este Mistério de Amor; os outros mistérios são raios de verdade, mas a Santíssima Eucaristia é o Sol que ilumina e fecunda nossas almas. Além disso, como tendes a felicidade de comungar frequentemente, essa é a melhor meditação preparatória que possais fazer. Eu vos aconselharia a praticar a presença de Deus, meio tão útil e tão necessário para nossa santificação, em Jesus Eucarístico.

Em Jesus encontraremos o Pai e o Espírito Santo: é o Céu sobre a terra. Este modo de presença de Deus é muito fácil e muito simples, porque possui um lado sensível que pode ocupar todas as nossas faculdades. Ouso ir mais longe e dizer que a presença de Deus Eucarístico tem algo de mais consolador do que a simples presença de Deus. É que encontrais Jesus como companheiro de todos os estados de vossa alma: Ele sofreu, esteve desolado, foi perseguido. Como o pensamento segue o sentimento do coração, podeis sempre estar unidos a Jesus Eucarístico, não somente pela união da fé, mas ainda pela união do sentimento e do estado presente de vossa alma, união que chamo união de simpatia e que constitui a felicidade da vida.


3º Alimentai ainda vossa fé no Santíssimo Sacramento, fazendo d’Ele o centro de vossa devoção e de vossa vida. De acordo com essa regra, considerai vossas devoções particulares como meios secundários para alimentar e sustentar a devoção a Jesus Eucarístico.  Eu considero Jesus no Santíssimo Sacramento como o Oceano Divino onde todos os rios e riachos devem chegar e isto é razoável. Nesse sentido, amai as práticas piedosas, as próprias virtudes somente porque elas nos ornamentam e nos tornam mais agradáveis a Jesus Eucarístico.

Uma Santa amava seus olhos somente porque eles lhe proporcionavam a felicidade de ver as Santas Espécies, seu corpo porque ele se tornava o Seu tabernáculo vivo, sua língua porque ela era a condição da Santa Comunhão, a saúde porque com ela, ela podia visitar Jesus em Seu templo.

Enfim, fazei de Jesus Eucarístico o centro de vossa vida; tendes necessidade de um centro de vida para poderdes ser felizes. Oh! escolhei Jesus, é o centro mais perfeito e mais amável. Fazei d’Ele o centro de vossos pensamentos, de vossos desejos, de vossas ações, de vossas afeições secundárias e sereis sempre felizes. Qualquer outro centro pode vos faltar e vos deixar na desolação, nenhum outro centro pode vos satisfazer, mas o de Jesus Eucarístico é perpétuo, é infinito. Ah! Feliz a alma que colocou na Eucaristia sua felicidade e sua vida, é o céu na terra!”

(Obras Completas de São Pedro Julião Eymard / Volume XI)

 

Congregação

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A CONGREGAÇÃO DAS SERVAS DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO DA ADORAÇÃO PERPÉTUA

 

É uma Congregação inteiramente dedicada ao Culto Solene, Perpétuo e Público da Adoração ao Santíssimo Sacramento. As Religiosas se revezam durante todas as horas do dia e da noite em suas Horas de Adoração. Existem também as horas de oração comunitária: a Santa Missa diária, o Ofício Divino, que é a Liturgia das Horas, cantado em Coro diante do Santíssimo Sacramento Solenemente Exposto, considerado como a Adoração Solene e Coletiva, a reza do Terço de Nossa Senhora e outras orações de devoção.

Unida à Congregação, a Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento é uma associação de fiéis leigos que se comprometem a fazer uma Hora de Adoração Mensal neste Santuário da Adoração Perpétua. São pessoas de todas as idades e condições sociais, provenientes de todas as Paróquias da cidade de Taubaté e demais cidades da Diocese. Vir à Adoração é vir à Fonte das graças. Quantas pessoas já testemunharam os prodígios que Deus realizou em suas vidas depois que se aproximaram mais de Jesus Eucarístico. E quantos outros só Deus conhece! Que Ele seja louvado por tudo!

Além da manutenção do Culto Solene, ou seja: ornamentação, luminária, limpeza da Capela, as Irmãs confeccionam as Hóstias para a Diocese e se dedicam também aos trabalhos no interior da Comunidade e aos outros exercícios da Vida Religiosa: reuniões, recreios comunitários, horários de meditação e leitura espiritual, etc.

Por e-mail, por Telefone e na Portaria do Convento são muitas as pessoas que pedem orações, confiam à intercessão das Irmãs suas necessidades e angústias, bem como seus motivos de louvor e ação de graças.

Este Santuário da Adoração fica aberto diariamente das 6 horas da manhã às 18 horas, sendo que aos Domingos é aberto às 7 horas da manhã. Todos podem participar da Santa Missa diária, cujos horários são: de terça a sábado: 7 horas da manhã / domingo: 8,30 / segunda e primeira sexta-feira: 17 horas. E durante todo o dia, Jesus espera a todos em Seu Trono de graça e de amor.

Este Convento da Adoração Perpétua aqui em Taubaté, que é oficialmente chamado de CENÁCULO MENINO JESUS DE PRAGA, foi fundado há 74 anos, em 8 de Junho de 1939.