A adoração “em espírito e em verdade”

O Mestre“O Pai procura adoradores em espírito e em verdade” (Jo 4,23)

A adoração eucarística tem por objeto a Pessoa Divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento, que aí está vivo, desejando ouvir-nos falar-lhe e falar-nos também.
Todos podem falar a Nosso Senhor. Não está Ele aí para todos? E não nos diz Ele: “Vinde todos a mim”? E esse colóquio entre a alma e Nosso Senhor é a verdadeira meditação eucarística, é a adoração. (…)
Considerai a hora de adoração que vos cabe como uma hora celestial; ide a ela como iríeis ao Céu, ou ao banquete divino, e então será desejada e acolhida com alegria. E que vosso coração suspire suavemente por ela, dizendo: “Daqui quatro horas, a duas horas, a uma hora apresentar-me-ei à audiência de graça e de Amor de Nosso Senhor, Ele convida-me, espera-me, deseja-me.” (…)
Apresentai-vos a Nosso Senhor tal qual sois. Seja vossa meditação natural e, antes de recorrer ao livro, esgotai o fundo de piedade e de Amor que está em vós. Amai o livro inesgotável da humildade e do Amor. Acompanhe-vos – é justo – o manual de devoção para repor-vos no bom caminho quando o espírito se distrair ou os sentidos se afrouxarem. Lembrai-vos, no entanto, que o bom Mestre prefere a pobreza de nosso coração ao pensar alheio, por mais sublime que seja.
Acreditai que Nosso Senhor quer o nosso coração, e não o do próximo, e deseja que tanto o pensamento como a oração desse mesmo coração sejam a expressão natural do Amor que lhe temos. Não querer chegar-se a Nosso Senhor com a miséria que nos é própria, ou a pobreza humilhada, é muitas vezes fruto de um amor-próprio sutil, da impaciência ou do temor. E, todavia, Nosso Senhor prefere isto a tudo o mais, a isto ama e abençoa.

(Dos escritos de São Pedro Julião Eymard)

Retiro da Guarda de Honra

Caríssimos Adoradores da Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento:

Informamos que o retiro dos

Zelados (Adoradores) previsto

para 27 de Abril foi incluído no

_retiro do dia 28 de Setembro._

O dia de retiro começa às 8h. e termina

com a Santa Missa às 17h. Convém

não deixar para depois sua inscrição,

pois as vagas são limitadas. Inscreva-se

com a Conceição no Salão da

Guarda de Honra (14h. às 16h. Nº258),

ou na Portaria (nº 258 , nos horários de

atendimento da Portaria).

e-mail: servasadperpetua@sacramentinastaubate.org.br

(fone: 3632.2863)

Batismo de São Pedro Julião Eymard

5 DE FEVEREIRO DE 1811 BATISMO DE SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD

Pia batismal

5 de fevereiro

“Dia do meu Batismo. Meditei sobre a graça inteiramente gratuita e misericordiosa que recebi no Santo Batismo, as imensas graças derivadas do meu batismo: filiação de Deus, membro de Jesus Cristo, filho da Igreja, irmão dos Santos com direito à graça de Jesus Cristo – Nosso Senhor minha lei e Nosso Senhor Sacramentado meu fim.”

(trecho da meditação de São Pedro Julião Eymard, em seu

Grande Retiro de Roma de 25 de janeiro a 30 de março de 1865)

UM POUCO DE HISTÓRIA

Dia 04 de fevereiro de 1811: Nascimento de São Pedro Julião Eymard

 Casa do Padre Eymard web

Pedro Julião Eymard nasceu numa segunda-feira, em 4 de fevereiro de 1811. Batizado no dia seguinte teve por padrinhos seus dois irmãos. Pedro Julião – que, de ora em diante será chamado simplesmente Julião – por muito tempo deu a Mariana apenas o nome de “madrinha”. Quanto a Antonio, seu padrinho, deveria deixar o lar em 1813 para incorporar-se à guarda imperial. Numa última carta, comunicará à sua família sua partida para Mayence; nunca mais dará notícias: Antonio será um desses “desaparecidos” inumeráveis cujos túmulos, depressa destruídos, demarcaram as estradas da Rússia e da Alemanha.

O pai do pequeno Pedro Julião inscreveu-se na confraria dos Penitentes do Santíssimo Sacramento, cujas obrigações cumpria com fidelidade: exemplo de uma vida cristã, assiduidade às missas dominicais e às procissões. Deveras trabalhador, era ávido de lucro; era um homem inflexível, teimoso, e, embora de bom coração, tinha alternativas de humor. Sua esposa, de caráter benigno, era muito piedosa; não deixava passar um dia sem ir ajoelhar-se ao menos por alguns minutos, na Igreja. Entretanto, as ocupações não faltavam à Maria Madalena: não aceitara ser nutriz da pequena Annette Bernard, que Julião chamará sua “irmã de leite e de adoção”? Assim mesmo, somente motivos graves a impediam de correr à Igreja quando soava a “benção dos agonizantes”: alguém na paróquia estava prestes a comparecer diante de Deus; Maria Madalena ia receber, em intenção do moribundo, a benção da Santa Hóstia.

Certo dia, no momento de partir, vê seu pequenino Julião, ainda em faixas, que lhe parece estender os braços. A mamãe acomoda o filhinho nas dobras de seu avental e uma vez na Igreja, toma-o nas mãos, apresentando-o, ao soar a campainha, e entre os transportes de seu coração materno, à benção traçada pelo Ostensório. Maria Madalena, de então em diante, fará  sempre assim, quando for dada a benção para os agonizantes, pois o pequeno, mantendo-se quieto, não perturba o recolhimento. Disse alguém que a educação de uma criança começa aos quatro meses: assim aconteceu com a educação eucarística de Julião Eymard.

Quando já um pouco crescido e sabendo andar sozinho, sua felicidade será acompanhar sua mamãe à Igreja. Segundo a declaração de uma testemunha, jamais ele dizia: “Vamos embora”. Jamais também a mamãe viu-se obrigada a deixar a Missa ou a benção por causa do filhinho.

Desde pequenino teve ele o sentimento da presença real. Com seis anos apenas, acompanhava com um profundo olhar sua mamãe e sua Irmã, quando estas se aproximavam da Santa Mesa. Certa manhã, ao votar da Igreja, Mariana tomando Julião sobre os joelhos, o irmãozinho recostou-se afetuosamente sobre ela, dizendo-lhe: “Oh! tens um cheiro de Jesus !”

Clique no link abaixo e veja as fotos:

http://eymardianplaces.com/la-mure/eymards-house/

A Santa Comunhão

A SANTA COMUNHÃO – (2ª parte)

(Trechos tirados das Obras Completas de São Pedro Julião Eymard)

images

A Eucaristia … não nos foi dada apenas para fortalecer-nos contra as tentações e as paixões, mas, também, como remédio e o único remédio verdadeiro para tosos os males. Ela é o balsamo salutar que cura as feridas de nossa alma causadas pelo pecado mortal que, mesmo perdoado deixa uma chaga profunda, difícil de ser cicatrizada. O sacramento da penitência, nos perdoa, nos purifica. Perdoa nossos pecados quanto ao castigo, mas a ferida fica sempre em nossa alma. É preciso aplicar-lhe um balsamo para cura-la completamente; este balsamo é a santa Comunhão. Comungai, é o único remédio, nada substitui a santa comunhão e a santa comunhão substitui tudo.

Uma conversão sem comunhão é duvidosa, não quanto ao seu efeito, mas quanto à sua perseverança. Um pecador convertido pode muito bem se confessar muitas vezes, mortificar-se, fazer grandes penitências. Esses meios, sem dúvida, são de grande auxílio e ajudam a deixar o pecado. Quebram as correntes que o amarram e o mantém cativo. Mas digo e asseguro que se ele se limita a isso, se não comunga, não persevera. Será desmotivado pela violência dos combates que deverá enfrentar todos os dias contra antigas paixões das quais ainda ressente as feridas e que o fazem recair. Sem esperança de vitória, logo abandonará tudo no abismo, na devassidão de suas vergonhosas paixões.

Um homem recém convertido necessita da santa comunhão para resistir as suas tendências e curar suas feridas. Mas me dirão, eu rezo. Sim, isto é bom, mas não basta. Sei por experiência , que nem mesmo a oração é suficiente. Nas diferentes missões que realizei, vi pecadores convertidos quase em desespero, dizerem: desde minha conversão confesso-me frequentemente, rezo, faço penitência, jejuo, dou esmolas e sou sempre o mesmo, recaio sempre. Não posso me corrigir, não há mais salvação a misericórdia de Deus terminou para mim. Comungaste ? – Oh! Não. Parou lá. Muito bem. Comungai e encontrareis força para resistir e bálsamo para amenizar e cicatrizar vossas chagas.

Sei muito bem, uma alma que derrama lágrima de penitência se torna pura e bela. Recebe um segundo batismo pelo qual se purifica. Fica apenas com a chaga, a ferida do pecado perdoado, que deve cicatrizar-se inteiramente. Os santos Padres dizem mesmo que uma alma purificada pela penitência tem mais mérito do que uma virgem, porque combate mais. Ah! Certamente, não! Algumas vezes, ao contrário, nossas tentações aumentam quando as renunciamos (…). O orgulho se revolta diante da menor coisa; os sentidos reclamarão sem cessar e o coração tão apegado às criaturas ainda as procurará. que deve fazer ainda esta alma tão agitada? Deve comungar até que suas paixões sejam vencidas.

No início da conversão seria necessário comungar todos os dias, mais tarde diminuir. Uma pessoa cuja conversão é apoiada somente nos sacrifícios, penitências, sofrerá muito, não terá paz. Ouvi dizer: Antes da minha conversão não era tão infeliz. Ela não comungava. Quanto mais paixões tendes, mais deveis comungar. – Mas eu sou fraca – ah! Maior razão, pois sois muito fraca para sustentar o combate, ide receber o Rei com seu exército e triunfareis.

(continua)

A Santa Comunhão

A SANTA COMUNHÃO –  (1ª parte)download (2)

(Trecho das Obras Completas de São Pedro Julião Eymard)

… Devemos comungar por causa de nossa fraqueza. Quanto mais fracos formos, mais devemos comungar, a exemplo de um doente que recebe alimento de acordo com sua constituição e fraqueza. Nosso Senhor disse: Vinde todos a mim (cf. Mt 11,28). Se tendes necessidade de comungar a cada oito dias deveis comungar para vos fortificar.

A comunhão é o antídoto contra nossa concupiscência. Todos a sentimos, os santos também sentiram em si esta lei do pecado, da concupiscência. São Paulo exclamava: Quem me libertará deste corpo de morte? (cf. Rm7,24) . Todos os nossos sentidos reclamam: nossos olhos procuram somente as honras, a grandeza; nossa vontade quer dominar; nosso corpo, gozar; nosso coração, amar.Pois bem! Que faremos? Deles retiraremos tudo, sem nada lhes dar ? Não, o homem ficaria muito infeliz, é preciso alimentar suas paixões, não para dar-lhes prazer, mas para fazê-las mudar o objeto; mas para isso ele precisa comungar.

Sem a santa comunhão é impossível progredir na vida espiritual. Grande número de santos diz o mesmo a respeito da comunhão. Como o pão material alimenta, fortifica e desenvolve nosso corpo, a comunhão, o pão do céu, alimenta nossa alma para sustentá-la, fortificá-la, fazê-la viver de Jesus. Quanto mais consumo minhas forças, tanto mais devo comungar.

Quando o Anjo Rafael acompanhava Tobias em sua viagem, parecia se alimentar como ele para encorajá-lo. Quando o deixou, disse-lhe: Pareceu-vos que eu comia, mas foi só aparência, porque meu alimento está no céu, alimento-me de Deus (cf. Tb 12,19). Se os Anjos que são apenas servos de Deus e nossos, se alimentam de Deus, é justo que os filhos se alimentem do mesmo pão que os servos, pois somos filhos de Deus como os santos no céu. A diferença é que ainda estamos na terra e um pai não ama menos seus filhos que estão fracos e doentes. Temos necessidade de comungar para fortificar-nos nas tentações contra a fé, a esperança e a caridade. Diremos; Eu rezo. … A oração é boa sem dúvida, mas não é suficiente. Precisamos comungar para vencer nossos inimigos interiores, pois então é Deus que combate conosco.

O demônio conhece muito bem a força que recebemos na comunhão e por isso dela afasta tantas pessoas; pois, então, não estariam mais sob seu domínio. Satanás não precisa enviar uma legião de demônios para guardar os que são dele. Apenas um basta para guardar uma cidade inteira. Para desencorajar as almas e afastá-las da comunhão (fonte de graça e de força), o demônio exagera o respeito devido a ela, pois a teme. Infelizmente já conseguiu muito, pois hoje há poucas pessoas que comungam com frequência. Mas diremos: Existe a lei da Igreja. É verdade, somos obrigados a comungar na Páscoa e quando estamos em perigo de morte; mas quem quer progredir  na vida espiritual deve comungar frequentemente. A Igreja, conhecendo a fraqueza de seus filhos, os estimula a comungar todos os dias e mesmo lhes permite a comunhão espiritual cem vezes por dia s desejarem. A comunhão espiritual fortifica muito, substitui a comunhão sacramental, quando não podemos recebê-la. Une-nos a Jesus Cristo, às suas virtudes, a seu amor.