Carisma e Missão

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A característica principal e especifica de nossa missão na Igreja é o Culto público de Nosso Senhor Jesus Cristo verdadeira, real e substancialmente Presente na SSma. Eucaristia e solenemente exposto para a Adoração Perpétua. Isto constitui o “Serviço Eucarístico” que deve ser executado duma maneira constante, por todas nós, por meio da Adoração Coletiva – o Ofício Divino e das horas individuais de Adoração.

“Saibam todas que foram escolhidas e fizeram Profissão só para se devotarem ao Serviço da Divina Pessoa de Jesus  Cristo nosso Rei e nosso Deus, verdadeira, real e substancialmente presente em Seu Sacramento de Amor…” (Constituições  nº 4)

Neste Serviço direto ao Deus da Hóstia, ou no serviço à Comunidade, sempre e em tudo, somos Adoradoras

Apostolados Eucarísticos específicos

Do nosso  Carisma, decorre como que naturalmente a NOSSA MISSÃO.

Nossa vocação contemplativa adoradora é eminentemente eclesial e apostólica. Fazemos trabalhar Nosso Senhor no SSmo. Sacramento expondo-O no Trono e unindo-nos à Sua Oração e Seu apostolado, pelas nossas adorações.

O Instituto consagra-se ao amor e à glória desse Augustíssimo Sacramento, pelo apostolado da oração, pela Guarda de Honra do SSmo. Sacramento, pelos Retiros de adoração e pela Obra do Culto Eucarístico.

Pela Obra da Agregação, esforçar-se-ão as Irmãs para assegurar a Nosso Senhor, em suas capelas, uma Guarda de Honra entre os fiéis, propagando o Culto da Adoração ao SSmo. Sacramento e o amor à Sagrada Eucaristia num maior número de almas.

“A fim de se dedicarem exclusivamente ao serviço de seu Rei celestial e de estarem dispostas a cumprir a finalidade de sua vocação contemplativa adoradora, só farão apostolado específico do Instituto no próprio Convento. Seu lema será: “TUDO PARA O SERVIÇO DE JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO” (Constituições nº 6 )

Grande é a irradiação da “Obra da Adoração Perpétua” aqui em Taubaté. São muitos leigos, Sacerdotes, Bispos que pedem informações sobre São Pedro Julião Eymard e sua Obra, que querem orientações para organizar o movimento da Adoração em suas Comunidades, Paróquias, Dioceses.

A GUARDA DE HONRA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO “A Agregação (ou Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento) é uma união espiritual pela qual um membro inspira-se na vida eucarística do Instituto, partilha o seu fim, sob a lei dos deveres próprios do estado em que vive, e torna-se participante ativo de todos os méritos e graças espirituais do Instituto. Assim, também os leigos como adoradores, agindo santamente em toda parte, consagram a Deus o próprio mundo.”    (Constituições nº 94)

Uma Irmã é encarregada de dirigir as Reuniões mensais dos Zeladores e de promover outros Encontros Espirituais também para os Zelados, tudo isso visando a formação cristã, especialmente eucarística dos adoradores. Tais Reuniões são realizadas  no Salão da Guarda de Honra, ligado à Portaria do Convento. Contamos também com a colaboração de vários Sacerdotes que fazem Palestras para os Zeladores e Zelados.

Os membros da Guarda de Honra – Zeladores e Zelados – se comprometem a fazer uma Hora de Adoração mensal em nossa Capela. São já cerca de 5.000 adoradores que se revezam durante o mês em suas Horas de Adoração Mensais, audiências de amor com o Divino Rei. A Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento conta entre seus membros pessoas de todos os bairros e Paróquias da cidade de Taubaté e também de outras cidades da Diocese. Já se inscreveram alguns membros até de outras Dioceses, como São José dos Campos, Guaratinguetá, São Paulo.

Quem são os Zeladores?  – São aqueles que cuidam de um grupo de Zelados, entregando os cartões, instruindo-lhes na prática da Adoração, incentivando-lhes a perseverança e fidelidade ao compromisso de uma Hora de Adoração Mensal em nossa Capela – Santuário da Adoração Perpétua.

Graças ao cartão pessoal que cada Adorador coloca numa urna na Capela após sua Hora de Adoração, é possível fazer-se uma estatística das horas de Adoração diárias, mensais, anuais.

Conforme o pensamento de São Pedro Julião Eymard, todas as pessoas de todas as idades e posições sociais são convidadas a este contacto com Jesus Vivo e realmente Presente em Seu Sacramento de Amor. E é isso o que vemos realizar-se diariamente nesta pequena Capela – verdadeiro Santuário da Adoração Perpetua – da antiga “Rua das Palmeiras” de Taubaté.

Na verdade, são muitíssimas pessoas que mesmo sem fazer parte ainda da Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento, vêm a todas as horas do dia prostrar-se aos pés de Jesus Hóstia, num testemunho de amor ardente e de profunda fé e confiança.

São realizadas também HORAS SANTAS COLETIVAS, inclusive de crianças e adolescentes que enchem a Capela com sua piedade e entusiasmo.

 

 

 

A FÉ EM NOSSO SENHOR

“Se tiverdes fé como um grão de mostarda, vós fareis as montanhas mudarem de lugar.” [cf. Mt 17,20]

 images (1)Mas nossa fé que opera tão pouco deve ser bem pequena! Digamos, portanto, como os Apóstolos: Senhor, aumentai a nossa fé [Lc 17,5]. Não peçamos a fé nos milagres, nas verdades, mas em Nosso Senhor Presente. Crê-se nas verdades passadas e distantes que quase não nos tocam. Mas em Nosso Senhor Presente, quase não se tem fé, porque seria necessário amá-LO. Não se acredita em alguém, sem amá-lo, sem honrá-lo. Tem-se medo dos sacrifícios que este amor exige. Ora, todos nós cremos na Eucaristia como verdade, presença – é a salvação. Muitos param aí: fé de conhecimento, fé quase negativa, que quase não honra, que se ocupa muito pouco daquilo que crê. Todos os cristãos têm esta fé; isso não deve bastar ao coração, esta não é uma fé pessoal, é uma fé negativa e especulativa, que não insulta, mas que não honra, ou então que só honra a Nosso Senhor na Igreja – e ainda! Eles entram, não saúdam, ou saúdam de forma ridícula; se tivessem fé, dever-se-ia esbofeteá-los, são insultadores, ou máquinas que não refletem. Se dissessem a si mesmos: “Jesus que lá está é o mesmo que está no Céu! Tudo treme ao Seu olhar, obedece à Sua palavra, Ele tem em sua mão o raio, o trovão”, não se faria o que se faz. Vêem-se Igrejas onde os Sacristãos, pessoas honestas não fazem nem saudação, nem reverência: é um escândalo. E se eu fosse pagão, vendo isso, jamais me converteria. Vede, a fé, em seu primeiro grau, é o respeito; pois, será que só porque Nosso Senhor Se velou, deve-se faltar com o respeito para com Ele? Pouco respeito significa pouca fé, falta de respeito, impiedade e indiferença. Isto me faz sofrer, crede-me, não falteis jamais com o respeito ao Santíssimo Sacramento. É preferível não vir. As irreverências no lugar santo são sempre punidas neste mundo. Nosso Senhor não pune, Ele quis de tal forma Se esconder!

Depois desta fé na verdade que honra a dignidade, a realeza, que respeita, que é a fé prática, é preciso crer na bondade de Nosso Senhor. Crer na verdade não prende, não cria laços de afeição. Crede em Sua bondade, em Sua misericórdia, em Suas graças. Crede que Ele está lá para conceder Suas graças. Ele não quer guardá-las. Recebei-as ao menos, desembaraçai-O delas. E se credes nesta bondade, doente, vós O consultareis, triste, vós vireis pedir-Lhe a consolação. Na medicina o que melhor cura é o fogo, o éter, o que queima – eis aqui o fogo divino que cauteriza toda ferida.
Vós tendes necessidade de conselhos, vinde a este Amigo, vinde dizer vossas penas corporais e espirituais, o pão para a natureza e para a graça: tudo vem d’Ele nas duas ordens; vós não sois Anjos, tendes necessidades do corpo, pedi a Nosso Senhor. Ele quer fazer pessoas felizes cada dia, Ele quer aplicar o bálsamo, comunicar a força, a luz. Ele é mais feliz em dar, do que nós em receber. Se tivéssemos esta fé, desde que tivéssemos qualquer necessidade, viríamos a Ele. Faz-se tudo ao contrário: vai-se a tudo e termina-se por Ele. Tem-se medo de Sua bondade. Cada um gosta de restituir o que recebe para estar quite. Nosso Senhor dá e não recebe nada, Ele pede somente o reconhecimento. Não gostamos de estar em dívida de reconhecimento. Os Santos sabem disso, ide – eles O fazem trabalhar, desatam-NO, fazem-NO agir. Quase não temos fé, uma vez que permanecemos infelizes longe d’Ele. Digo-vos que temos medo d’Ele. Nada podemos receber de Nosso Senhor sem nos prendermos pelo amor.

Além disso, existe a fé no amor de Nosso Senhor; isto completa a fé na Eucaristia. Crer que Ele está lá por amor, que este amor é tão forte, tão grande, que Ele não pode mais se tornar livre. É um contrato perpétuo. E se Lhe perguntamos: “Por que estais aí?”, Ele não dirá que é para nos fazer o bem, isto nos humilharia. Ele responderá que é por amor, para ser nosso Companheiro, conversar conosco. Se Ele não nos amasse, não estaria lá. A bondade poderia se contentar com os canais dos Sacramentos para nos conceder as graças. O amor não, o amor quer estar lá Ele mesmo. É o fogo que somente Nosso Senhor pode acender e entreter. Também somente o amor vem a Nosso Senhor, ao Seu amor, quero dizer. Se se acreditasse nisso, haveria de que se tornar louco de amor. Jesus Cristo o mesmo que está no Céu! Amando com um amor infinito! Não se poderia mais ir embora. Alguns Santos viviam do êxtase deste amor compreendido.

Nós estamos ainda longe de acreditar que Nosso Senhor está lá, amando-nos como no Céu, mais que isto, consumindo-Se de amor, enquanto que no Céu, Ele não Se consome. O que fazer? Humilhar-se por ter amado mais as criaturas do que Nosso Senhor! por não ter feito por Ele o que fizestes pelo próximo.

Peçamos a fé na bondade, no amor de Nosso Senhor. Devemos pedir que a fé no Santíssimo Sacramento ressurja na terra – eu digo ressurja, porque ela já não existe. Pedi a fé para essas almas que não crêem, que estão paralisadas. É isso o que se deve pedir: a fé no coração, na vida de Nosso Senhor. O resto virá, e depressa nos converteremos com isso.

(Conferência feita por São Pedro Julião Eymard em 14 de maio de 1868

OBRAS COMPLETAS / XII VOLUME)

O SANTÍSSIMO SACRAMENTO

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Alimentai vossa fé:

1º Tendo um grande respeito por Jesus Eucarístico. O respeito exterior é a adoração do corpo, é a profissão pública de nosso amor, é a flor da caridade. Quando não se respeita mais o que se amava, o amor está morto. Respeitai tanto mais Jesus Eucarístico quanto mais Ele Se esconde, quanto mais Ele Se humilha para vir a nós com toda a simplicidade de Seu Amor. Era o que dizia São Bernardo: ‘Quanto mais Jesus Se aniquila por mim, tanto mais Ele me é querido e venerável.’

Um príncipe para honrar um de seus pobres súditos se disfarça pobremente como ele, a fim de chegar a ele como seu igual. Este príncipe, respondei-me, não é mais digno de respeito e de amor do que se ele viesse visitá-lo com a pompa real? Eis o que faz Jesus: Indenizemo-LO, pois, por meio de nosso respeito por toda a glória da qual Ele Se despojou, a fim de tornar o Seu encontro conosco mais fácil e mais amável.

Faltar ao respeito para com Jesus Eucarístico é uma dessas faltas que são punidas imediatamente pela retirada das graças de devoção. Jesus, então, nos pune calando-Se, deixando-nos na frieza espiritual. Ainda somos felizes se permanecemos fiéis com esta pena reparadora.

Quando estais na Igreja, sede como os Santos no paraíso, absortos no amor de Jesus; não presteis mais atenção ao que vos cerca, esquecei todo o resto para ocupar-vos somente de vosso Divino Mestre. Não seria uma injúria a uma pessoa importante que se vai visitar, em sua presença falar somente com seus servos, sobretudo sabendo que isto lhe desagradará?

2º Para alimentar vossa fé no Santíssimo Sacramento, meditai frequentemente sobre este Mistério de Amor; os outros mistérios são raios de verdade, mas a Santíssima Eucaristia é o Sol que ilumina e fecunda nossas almas. Além disso, como tendes a felicidade de comungar frequentemente, essa é a melhor meditação preparatória que possais fazer. Eu vos aconselharia a praticar a presença de Deus, meio tão útil e tão necessário para nossa santificação, em Jesus Eucarístico.

Em Jesus encontraremos o Pai e o Espírito Santo: é o Céu sobre a terra. Este modo de presença de Deus é muito fácil e muito simples, porque possui um lado sensível que pode ocupar todas as nossas faculdades. Ouso ir mais longe e dizer que a presença de Deus Eucarístico tem algo de mais consolador do que a simples presença de Deus. É que encontrais Jesus como companheiro de todos os estados de vossa alma: Ele sofreu, esteve desolado, foi perseguido. Como o pensamento segue o sentimento do coração, podeis sempre estar unidos a Jesus Eucarístico, não somente pela união da fé, mas ainda pela união do sentimento e do estado presente de vossa alma, união que chamo união de simpatia e que constitui a felicidade da vida.


3º Alimentai ainda vossa fé no Santíssimo Sacramento, fazendo d’Ele o centro de vossa devoção e de vossa vida. De acordo com essa regra, considerai vossas devoções particulares como meios secundários para alimentar e sustentar a devoção a Jesus Eucarístico.  Eu considero Jesus no Santíssimo Sacramento como o Oceano Divino onde todos os rios e riachos devem chegar e isto é razoável. Nesse sentido, amai as práticas piedosas, as próprias virtudes somente porque elas nos ornamentam e nos tornam mais agradáveis a Jesus Eucarístico.

Uma Santa amava seus olhos somente porque eles lhe proporcionavam a felicidade de ver as Santas Espécies, seu corpo porque ele se tornava o Seu tabernáculo vivo, sua língua porque ela era a condição da Santa Comunhão, a saúde porque com ela, ela podia visitar Jesus em Seu templo.

Enfim, fazei de Jesus Eucarístico o centro de vossa vida; tendes necessidade de um centro de vida para poderdes ser felizes. Oh! escolhei Jesus, é o centro mais perfeito e mais amável. Fazei d’Ele o centro de vossos pensamentos, de vossos desejos, de vossas ações, de vossas afeições secundárias e sereis sempre felizes. Qualquer outro centro pode vos faltar e vos deixar na desolação, nenhum outro centro pode vos satisfazer, mas o de Jesus Eucarístico é perpétuo, é infinito. Ah! Feliz a alma que colocou na Eucaristia sua felicidade e sua vida, é o céu na terra!”

(Obras Completas de São Pedro Julião Eymard / Volume XI)