Meditação para a Novena

dia24

O Apóstolo da Eucaristia

São Pedro Julião Eymard é chamado o Apóstolo da Eucaristia, pelo grande amor que teve ao Santíssimo Sacramento, um amor que toma um caráter todo pessoal; é uma chama que o devora, uma paixão que não lhe permite descanso, um tormento que nunca se aplaca. Seu grande coração não se sacia, enquanto não consegue ver realizado seu sonho: o triunfo de Jesus Eucarístico.

Vamos nestes dias da Novena preparatória para sua festa conhecer um pouco mais de sua vida, seguindo um pequeno resumo dos momentos principais que marcaram sua escalada Eucarística.

1º dia da novena

Nascimento e primeira infância

A 4 de Fevereiro de 1811, o Céu sorrindo à terra, enviou-lhe um filho abençoado, destinado a ser o Fundador da Obra da Adoração Perpétua.

Foi em La Mure d’Isère, diocese de Grenoble, que o menino viu a luz do dia. Seu pai Julião Eymard, profundamente cristão e sua mãe Maria Madalena Perlose, cuja piedade era tão terna quanto esclarecida, apressaram-se em fazê-lo batizar no dia seguinte. Ao tornar-se filho de Deus e da Igreja, recebeu o nome de Pedro Julião. A senhora Eymard, mesmo antes do nascimento de Pedro Julião, não cessava de oferecer a Jesus o filho que esperava; sentia-se solicitada interiormente, a pedir ao bom Mestre que a vida dessa criança fosse inteiramente consagrada ao seu serviço. Agora compreende tão bem a grandeza e importância de seu papel de mãe que não descuida, em nenhuma ocasião, de por essa almazinha em contacto com Jesus-Hóstia conduzindo-a suavemente ao Santíssimo Sacramento. Leva-o muitas vezes à igreja, e, logo que ouve tocar a benção do SS. Sacramento, corre a oferecê-lo ao bom Deus. Assim que Jesus na irradiação do ostensório, recebe os primeiros olhares do pequeno Julião, bondosamente, os retribui atraindo a Si essa alma inocente e pura. Julião cresce nessa atmosfera de fé e piedade desenvolvendo nele o amor pela Eucaristia. Sua maior alegria era seguir a mãe em suas visitas quotidianas ao Santíssimo Sacramento; e por mais longas que fossem, não se aborrece nem pede para sair. Jesus-Hóstia atraia, tanto mais essa alma angélica, que as visitas feitas em companhia da mãe não lhe satisfazem mais. Julião, ávido por tornar a ver Jesus, escapa às vezes da casa paterna para ir à Igreja.

Um dia, o menino de apenas cinco anos, fugindo à vigilância de sua irmã Mariana, corre à Igreja, entra no presbitério, passa por traz do altar e sobe como pode, pela escadinha que servia para a Exposição do SS. Sacramento. Chega assim ao lado do Tabernáculo e apóia a cabecinha à porta dourada. Descoberto pela irmã, que o procurara por toda a parte, não se perturba por suas recriminações e dá uma daquelas respostas admiráveis que são a revelação das almas já marcadas por Deus.

– Que fazes nesse lugar? – pergunta-lhe a irmã.

– Oração, responde a criança.

– Mas, por que subiste até aí?

– Porque aqui O escuto melhor.

Prelúdio daqueles secretos e inefáveis colóquios que mais tarde ele entreterá com o seu Senhor, diante dos Tabernáculos luminosos onde passará a maior parte de sua vida.

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