2º dia da novena

II dia

2º dia da novena

O atrativo Eucarístico

Realmente Jesus fala a essa criança privilegiada, inspirando-lhe não só profundo horror ao pecado, mas um amor sempre mais ardente e uma fé cada vez mais viva em sua presença real.

Julião compreende, como mais tarde dirá às almas, que o SS. Sacramento não é alguma coisa, mas Alguém. E ama este Alguém, procura agradar-LHE e desejaria unir-se a Ele.

Pelo que inveja a felicidade daquelas almas que podem comungar.

– És muito feliz, fala um dia à sua irmã Mariana por comungar tantas vezes; faze-o uma vez por mim..- Que devo pedir por ti? – Peça, para eu ser muito manso, muito sábio, muito puro e, um dia, Padre.”

Estas são as ambições santas desse menino de cinco anos.

O pequeno Julião crescia assim em um ambiente todo piedoso. Aos 9 anos fez sua primeira confissão. Chamava este dia o dia da sua conversão. Não podendo ainda comungar, aproxima-se o mais que pode de sua irmã Mariana, que voltara da mesa da Comunhão. E ao sair da Igreja, lhe diz comovido:

– Mariana, como sentia o Senhor em ti! Oh! como O sentia!

Pressentimentos prodigiosos de uma alma privilegiada.

No domingo da Paixão, 16 de março de 1823, pode finalmente comungar. Tinha, então, 12 anos. Paixão e Eucaristia! A dor e o amor, sinais particulares de sua vida, coincidiam também nesse dia, como que a preludiar o futuro. E, de fato, que coisa não seria toda a sua vida, senão um amoroso martírio, à semelhança da vida do Divino Mestre?

Aquele dia marcou o início do sagrado poema que ele comporia em toda a sua existência terrena. Foi então que fez a Jesus a grande promessa, que lhe saiu da alma em um ímpeto irrefreável de amor:

– Serei sacerdote, vo-lo prometo.

Trinta anos mais tarde, a lembrança desse dia ainda lhe arrancava lágrimas ardentes de amor e de felicidade.

Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu que vos escolhi.”

O filho do cuteleiro de La Mure, o vendedor de óleo, já sentira a voz indistinta, o convite misterioso do Amigo, que o queria para Si. Esperava, porém, o dia em que a voz se fizesse mais clara e o convite mais imperioso. E esse dia chegou. No Santuário de Laus, o Senhor lhe falou por meio de um seu Ministro, o Padre Touche, o qual teve grande influência na sua vida.

O Padre Touche falara com seu tom rude e decidido:

– Amigo, tu não estás onde Deus te quer, tu deves ser Padre.

– Mas meu pai não quer.

– Não há “mas” nenhum. É preciso estudar o latim.

Pobre pai! Humanamente falando, era digno de compaixão. Tinha perdido tantos filhos. E o único que lhe ficava, devia dá-lo a Deus? Opôs então a recusa mais resoluta e não deu ouvidos aos pedidos insistentes e suplicantes do filho angustiado. E durante muito tempo, em sua casa não se falou mais do assunto.

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