3º dia da Novena

III DIA

3ª dia da novena

Vencendo dificuldades para estudar

Mas, no lagar, o menino com as roupas untadas de óleo, obrigado a reanimar frequentemente o fogo da caldeira e a tocar o burro que girava a mó, estudava sozinho o latim, em uma gramática comprada por poucos cêntimos. E assim passou três anos; lutando e guardando no íntimo o seu segredo. Finalmente, um dia se fez forte, falou aos pais com grande firmeza e por si mesmo procurou e obteve um lugar gratuito que a Municipalidade concedia no Colégio de La Mure.

No Colégio de La Mure tudo lhe lembrava a pobre condição de recolhido por caridade.

Obrigavam-no a todos os misteres, carregavam-no de todas as incumbências, sem que, entretanto, ele se queixasse; antes, corria ao lagar sempre que podia, para ajudar a seu pai.

Mas este não se deu por vencido, e no fim do ano tanto lutou que conseguiu impedir que o filho retomasse o lugar no ano imediato. E ele, dócil, sereno e laborioso, com a alma recolhida em contínua oração, esperava que Deus lhe abrisse um novo caminho.

Em agosto de 1828, sua mãe, a piedosa Maria Madalena Perlose, fechava os olhos para sempre. Quando Pedro chegou à casa paterna, ela já repousava no Cemitério. E ficou só, sem nenhum apoio contra a pertinácia do pai. Mas quando Deus vigia, quem se opõe ao Seu querer?

No ano seguinte, Os Padres Oblatos de Maria Imaculada, fundados em Marselha pelo Padre de Mazenod, foram a La Mure, para pregar um retiro. Pedro Julião abriu a alma dolorida ao Pe. Guibert, e este tanto insistiu junto ao pai, que finalmente conseguiu a permissão desejada. Quinze dias depois, Pedro Julião Eymard entrava no Noviciado dos Oblatos de Maria. É impossível descrever sua alegria. Ele se imerge na vida de contemplação Eucarística e no estudo. Mas este fervor muito intenso no estudo alterou seu físico delicado, e poucos meses depois foi enviado para casa em graves condições de saúde. 0 pai estava desesperado. Parecia-lhe que pela undécima vez a morte ia bater à sua porta.

Nas angústias da agonia, enquanto todos choravam ao redor dele, recitando as preces dos moribundos, e nas Igrejas tocavam tristemente os sinos, Pedro Julião suplicava ao Senhor:

– Dai-me a alegria de dizer ao menos uma Missa. Apenas uma, e depois morrer!

Repentinamente experimentou sentar-se e disse:

Sim, sim, um dia serei Sacerdote e celebrarei a Santa Missa.

O Senhor queria conservar no mundo o seu apóstolo, que tanta glória e tantas almas lhe daria.

Adicionar a favoritos link permanente.

Comentários fechados.