4º dia da Novena

IV DIA

 

4º dia da novena

Alcançando a meta do Sacerdócio

A 3 de março de 1831, Julião Eymard, o honesto e incansável operário, adormecia no Senhor, entre os braços do filho. Agora o caminho está aberto. Em casa não ficam senão Mariana e uma irmã adotiva; e aquela alma pura e rica de Fé, não será certamente obstáculo ao irmão santo.

Ei-lo aos 20 anos, alto, delicado, de saúde precária, apresentar-se no Seminário Maior de Grenoble. No limiar do grande Seminário, meta de seus sonhos, ele canta seu hino de glória e de gratidão a Maria, sua terna protetora. E logo foi indicado como modelo, em todos os ramos da vida recolhida daquela casa de Deus.

Enfim chegou o dia 22 DE JULHO DE 1834, dia da sua Ordenação Sacerdotal.

Quem ousará indagar, quem tentará exprimir o que se operou nesse dia, na alma de Pedro Julião? Oh, Santuário de Nossa Senhora d’Osier! pudessem falar as tuas paredes, pudesse falar o Cálice Sagrado ao qual uniu seus lábios o Sacerdote Santo, para beber pela primeira vez, o Sangue Divino! Estava cumprida a promessa: “Serei padre!”

Foi designado pelo Bispo para ser Coadjutor em Chatte, paróquia de um clima suave e servida por um pároco bondoso e santo.

A Divina Providência que o destinava de modo especial a ser o apóstolo dos sacerdotes, queria prepará-lo com um conhecimento profundo e prático da vida sacerdotal. Assim o veremos em toda a sua carreira sacerdotal, como coadjutor, pároco, diretor espiritual e superior de colégios no meio da juventude, missionário, e mestre de noviços, Superior e Provincial de Instituto Religioso, capelão militar e apóstolo das prisões. Quando chegar ao fim suspirado, poderá dizer que passou por todas as etapas do fatigante caminho.

PÁROCO DE MONTEYNARD

O Bispo, Mons. De Bruillard, percebeu que Monteynard, paróquia que estava abandonada já há anos, necessitava de um Pároco resoluto e zeloso. Lembrou-se então do Pe. Eymard e lhe confiou este novo encargo.

Apenas chegado a Monteynard, o Pe. Pedro Julião Eymard não descansou. Antes de mais nada pensou na casa de Deus, pedindo, aqui e ali, o necessário para restaurar a Igreja em ruínas. Mas na Casa Paroquial, nada de supérfluo. Tudo o que lhe era oferecido pelos generosos paroquianos terminava nas mãos dos pobres: alimentos, dinheiro, roupas. E os doentes? Estes eram os seus prediletos, a eles se dedicava dia e noite e em seu favor aproveitava as noções de medicina aprendidas no Seminário; e isso, com arte de tal modo hábil e suave, que nenhum recusava suas visitas paternas. E assim, ele podia aproximar-se das almas e levá-las pouco a pouco para Deus.

No entanto, o Pe. Eymard que não havia ainda desistido de ser religioso, ficou sabendo da fundação de uma Congregação que se chamava Sociedade de Maria, os Padres Maristas. Dirigiu-se um dia à Colina de Fourvière onde se achava a casa dos Maristas e ali formulou seu propósito de entrar na Sociedade. Não se iludiu, nem ignorava as dificuldades que lhe seriam opostas por seu Bispo. E, de fato, este se opôs energicamente, pois não queria perder um elemento tão precioso para sua Diocese. Mas, quando conheceu que era a vontade de Deus, deteve-se comovido e lhe deu a licença solicitada.

Adicionar a favoritos link permanente.

Comentários fechados.