6º dia da Novena

VI DIA

A fundação da Obra da Adoração Perpétua

A 18 de abril de 1853 (assim no-lo descreve o Pe. Eymard em carta escrita em 1863) tendo eu mandado a um longo passeio toda a comunidade (do Colégio de La Seyne-sur-Mer) da qual era Diretor, celebrei a Santa Missa e, na ação de graças, fiquei cheio de tantas delícias, que ainda me encontro fora de mim.

Nosso Senhor pediu-me então o sacrifício de minha vocação (de Marista).

Disse SIM a tudo, e fiz voto de dedicar-me até à morte à fundação de uma Congregação de Adoradores. Prometi a Deus que nada me deteria, devesse eu embora comer pedras e acabar no Hospital.

E, principalmente, pedi a Deus (e talvez fosse isto presunção de minha parte), trabalhar sem o menor conforto humano.”

E Deus o ouviu inteiramente. Desde aquele dia, toda a sua vida foi um lento martírio e desde então se separa claramente de seu Nazaré para ir resolutamente ao Cenáculo.

Já está pronto o projeto das Regras, o qual é submetido ao exame de um amigo competentíssimo na matéria; logo envia uma súplica ao Papa Pio IX, na qual expõe os seus grandes desígnios entregando-se todo à bondade do Santo Padre, certo de que Ele cumprirá a vontade de Deus. E de fato, Pio IX responde:

– “A Obra é de Deus e eu a desejo. Usemse todos os meios para fazer conhecer a Divina Eucaristia.”

Conseguida a dispensa de seus votos, o Pe. Eymard parte a 30 de abril de 1856, para Paris, levando apenas 200 francos para a viagem e despesas mais urgentes. E na capital da França, antes de mais nada, se encerra em retiro, sob a direção de conselheiros autorizados.

Mons. de La Boullerie, Bispo de Carcassone D. Sibour, Bispo de Tripoli, e o Arcebispo de Paris, D. Sibour se reuniram para examinaros planos da obra. O Arcebispo, a quem agradavam extraordinariamente os homens de ação, julgava que a obra fosse exclusivamente contemplativa. Mas, quando ouviu o Padre Eymard dizer-lhe…

Nós adoramos, certamente; mas queremos também fazer adorar e nos ocupar das Primeiras Comunhões tardias. Queremos por fogo aos quatro cantos de Paris.

Então abriu-lhe os braços, fê‑lo passar à sala do Conselho, arrastou por seu entusiasmo os outros dois eminentes prelados e finalmente disse aquelas memoráveis palavras:

DESDE HOJE SOIS MEUS FILHOS”

E assim sucedeu. A humilde casa onde ele estivera hospedado por poucos dias, à “Rue d’Enfer, 114”, tornou-se o berço, a Belém da obra nascente. Pequena Belém, pobre como a de Jesus. mas palpitante de amor!

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