8º dia da Novena

VIII DIA

Seus últimos dias

A cidade de Marselha teria a honra de ver despontar o terceiro ramo da Obra: A Agregação do Santíssimo Sacramento. É uma reunião espiritual pela qual cada membro se inspira na vida Eucarística da Congregação, participa do seu fim sob a lei dos deveres do próprio estado e torna-se participante de um modo ativo, de todos os seus méritos e graças espirituais. O espírito do associado é o mesmo espírito de adoração expresso pelos quatro fins do sacrifício do altar: Adoração, Ação de Graças, Reparação e Súplica. Os inscritos obrigam-se a uma hora de adoração mensal e gozam de muitos favores espirituais.

Marselha teve também a honra de ver tributado o primeiro culto a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, honrada como o modelo dos adoradores de Jesus Sacramentado. Acrescentando esta nova gama ao diadema de Maria, o Pe. Eymard pagava o débito de seu reconhecimento à doce Mãe que o dera a Jesus Sacramentado e o sustentara sempre com materna solicitude. E o título, dizia o Pe. Eymard, não representava uma inovação: NOSSA SENHORA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO foi o título novo de uma coisa muito antiga.

Em seu desejo de expansão eucarística, o Pe. Eymard teve ainda, a idéia de formar uma Congregação de Religiosas Adoradoras de Jesus Eucarístico, dando-lhe como modelo Nossa Senhora do Cenáculo, a primeira Adoradora de Jesus Sacramentado. A primeira Fundação da Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento foi realizada em Angers – França, oferecendo a Jesus o primeiro Trono de Adoração Perpétua na Congregação.

Continuou ainda o Pe. Eymard em seu zelo de apóstolo a pregar incansavelmente a Jesus e Jesus Eucarístico. Sua fama se espalhava em vários lugares. Um ano antes de morrer, começou a deixar transparecer, nas frases das suas alocuções mais comoventes, o acento de seu fim próximo. O amor de Cristo o incitava.

A 17 de julho de 1868 deixou Paris, partindo para a aldeia natal, com a esperança de um pouco de alívio aos seus males. Na véspera quis ainda pregar e disse aquelas memoráveis palavras;

– “Sim, nós cremos no amor que Deus nos tem. Crer no amor é tudo aqui; não basta crer na verdade, é preciso crer no amor. E o amor, é Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.”

Chegou enfim a La Mure. Em viagem sofrera uma congestão cerebral. Ali se entregou às mãos da boa irmã Mariana, que tanto o venerava e amava e que o embalara quando criança. Naqueles dias dolorosos nunca se queixou. Impossibilitado de falar pela paralisia que o atingira, sorria a todos, com os olhos serenos. Quando recebeu o Santo Viático e a Unção dos Enfermos, seu rosto mostrava a calma e a serenidade de um santo. Disse então à irmã:

– “Adeus minha irmã: tudo está acabado.” Era o dia 1º de Agosto de 1868. Ele tinha então 57 anos de idade.

A notícia de sua morte lançou a consternação geral na cidade e a multidão veio contemplar devotamente aquele rosto santo, no qual pareciam persistir os reflexos das luzes que brilhavam sobre os altares, que tantas vezes o tinham visto arrebatado no êxtase da adoração.

Seus funerais foram um triunfo, e os Sacerdotes quiseram para si a honra de levar aos ombros o esquife precioso.

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